Segundo o relatório “World Food Situation”, a expansão dos biocombustíveis pode levar ao aumento cerca de 2 terços até 2020, e o custo das sementes duplicará.
Joachim von Braun, director-geral do instituto, numa conferência em Beijing disse que os "stocks" mundiais de cereais, utilizadas para combater a fome, atingiram o seu mínimo desde a década de 80, devido às más condições climatéricas e fracas colheitas.
“Actualmente, o mundo está a comer mais do que aquilo que produz. Nos últimos cinco ou seis anos, isso reflectiu-se no declínio dos alimentos armazenados. Isto não pode continuar, sob pena de assistirmos em breve ao esgotamento dos ‘stocks”, acrescentou.
Por exemplo, o México tem passado por conflitos devido ao aumento do preço dos alimentos.
As alterações climáticas podem causar a perda de 16% das receitas agrícolas até 2020.
“Com o aumento do risco de secas e inundações, as perdas de plantações estão iminentes”, constata o relatório.
A África será o continente mais atingido pelas mudanças. O número de pessoas mal nutridas poderá triplicar de 1990 para 2080.
Para este instituto, a solução pode passar por mais investimentos na tecnologia agrícola, por uma rede de benefícios sociais especialmente dedicada às crianças e por um levantamento das barreiras comerciais.
Fonte: Publico

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